Los Hermanos falam sobre a crise política, mostram arrependimento, esperança e constrangimentoRodrigo Pinto - Globo OnlineRIO
- Durante a entrevista ao Globo Online, provocados, os Hermanos falaram da crise política.
No início, resistiram, alegando que sua palavra tomaria uma dimensão desproporcional à que eles acham justa. Feita a ressalva - e novamente provocados - eles cederam. Veja, abaixo, o que eles pensam sobre o assunto:
Rodrigo Amarante: - Não me sinto, nem acho que alguém aqui se sinta porta-voz de geração. Bruno Medina: - É por isso que a gente não fala de política.
Marcelo Camelo: - Eu não quero esse papel de formador de opinião pra mim. A gente já se embanana pra falar de nossas músicas... Nosso envolvimento com política é o do cidadão médio. O fato de falar sobre isso numa entrevista nos coloca numa posição maior. Preferia ser entrevistado pelo Ibope para falar sobre política, para ser mais um na estatística.
Rodrigo Amarante: - Emocionar alguém tem uma força política incrível. Isso é capaz de transformar mais o ambiente do que simplesmente falar palavras de ordem, que podem ser vazias. Pode parecer que estou falando de política ao dizer 'abaixo a corrupção'. Mas isso talvez tenha menos força política do que uma pessoa se emocionando simplesmente.
Marcelo Camelo: - Por isso uma força me leva a cantar...
Rodrigo Amarante: - Para mim, tudo que tem sido dito (pelos artistas, a respeito da crise política) transparece mais uma intenção de como o artista gostaria de parecer do que vontade de modificar algo. Como tem muita gente querendo ouvir o que a gente diz, isso traduz uma responsabilidade. E dá vontade de dizer.
Marcelo Camelo: - Eu votei no PT, como a imensa maioria da classe artística, acreditando no PT ideológico, naquele PT que a gente vê na simplicidade e na sinceridade do olhar de caras como o Suplicy e o Chico Alencar. E de pessoas sérias do PT. E no próprio Lula, na ingenuidade dele, no fato de ele ligar pra família do cara que foi morto pela polícia em Londres. Esse tipo de pensamento de um político é que cativa as pessoas mais sensíveis, o cidadão médio, as pessoas que não têm relação com o poder tão intrínseca e foram atraídos por este aspecto do PT. Foi atrás deste sentimento que a gente vota no PT. Por isso, a decepção.
Rodrigo Amarante: - Eu me sinto otimista, mesmo em relação a esta crise. Essa condição de desilusão, que muita gente vem falando e é legítima, tem um lado saudável. Quando você se desilude, você saiu da condição de ilusão. E essa ilusão vinha, talvez, de dentro do PT, que se sentia um partido limpo, totalmente superior aos outros. A ponto de os eleitores imaginarem que o partido, sendo o maior do Brasil em número de filiados, seria um partido totalmente limpo. Mas, na verdade, não. E isso tem um lado positivo, de o PT fazer sua autocrítica e colocar o pé no chão. Essa ilusão é um estado que dá margem a fechar os olhos para os problemas, dentro do PT e, fora, de os eleitores não quererem admitir e enxergar que haveria coisas erradas. Fora isso, existe um outra dimensão que é em relação ao governo e ao funcionamento do sistema político do Brasil. A gente conversa em época de eleição e fala 'cara, é patético o funcionamento do processo eleitoral'. O que determina a qualidade da propaganda eleitoral, a abordagem, é o volume de dinheiro ou a exposição. Todo o processo democrático vai ter que ser repensado a partir desta crise. Como funciona, como as pessoas se elegem e qual o papel do dinheiro na eleição. E aí, vêm as conseqüências: de onde vem o dinheiro, quem se interessa em contribuir, qual a contrapartida para esta contribuição. E acho que tudo isso é positivo para a democracia no Brasil. E é por isso que me sinto otimista. Apesar de também ser eleitor do PT há anos e continuar a ser. Eu tenho esperança.
Bruno Medina: - Eu não me sinto à vontade para falar sobre isso. Fico constrangido. O espaço que você me abre coloca minha opinião num patamar e, apesar de ler sobre isso e ter uma opinião formada, não tenho vontade de me manifestar.
cara.. los hermanos estao lançando disco essa semana... entao da-lhe saco pra me aguentar falando disso direto... na verdade, desde terça feira acompanho a movimentação ao redor disso... no orkut, acho q na terça, apareceu alguem dizendo que havia conseguido a cópia do disco mas nao poderia divulga-la... nem precisa dizer que foi o caos na comunidade... hehehehe... todos encheram o saco, mas uma hora iria vazar... na quarta feira deu no que deu... alguem colocou o cd disponível pra baixar num site... varias pessoas (menos eu) conseguiram baixar e surgiram os comentários... eu estava na pilha, mas teria que deixar ´pr a baixar num fds... apesar de ter pedido pra patricia baixar o disco pra mim no emule, nao consegui falar com ela..suxx... enfim... bom. na quarta feira tbm, alguem fez uma conta no gmail com o disco pra baixar, e deu o login e a senha... mas nao durou muito tempo.. algum idiota, simplesmente apagou o disco... que inferno... sux... bom.. to ouvindo led zeppelin e com certeza isso me animou a escrever, juntando a isso, ler interminaveis entrevistas do los hermanos... kkkkkkkkk... as vezes falando a mesma coisa.. mas eu gosto ne... hehehehehehehe... entao.. é isso... viva los hermanos....
P.S EU COLOQUEI ESSE TEXTO DO LOS HERMANOS, PQ SEMPRE VEMOS A PARTE POÉTICA DELES, EM ENTREVISTA, EM QUALQUER LUGAR... E NESSA ENTREVISTA ELES FALAM DE POLÍTICA... UMAS COISAS BEM INTERESSANTES TBM... VOU QUERER LEMBRAR DISSO QUANDO EU TIVER UNS80 ANOS E RELER ESSE BLOG FALANDO DA MINHA VIDA... KKKKKKKKKKK, AFINAL, POR ISSO Q ESCREVO...
conversa de botas batidas
Coração na ponta dos dedos, tudo feito com paixão ou não. É bom ter um coração, apesar dos riscos.. [Vou aqui viver e já volto]
Quem sou eu

- Nome: thiago ferreira
- Local: manaus, amazonas, Brazil
http://passeiodebotasbatidas.blogspot.com.br/2013/02/quem-sou-eu-inventario-atualizado.html putz, com o passar do tempo, sempre vou reescrevendo e como estou chegando nos 30, já tem uma bagagem... hahahahaha... sempre faço posts sobre
sexta-feira, julho 29, 2005
Los Hermanos falam sobre a crise política, mostram arrependimento, esperança e constrangimentoRodrigo Pinto - Globo OnlineRIO
- Durante a entrevista ao Globo Online, provocados, os Hermanos falaram da crise política.
No início, resistiram, alegando que sua palavra tomaria uma dimensão desproporcional à que eles acham justa. Feita a ressalva - e novamente provocados - eles cederam. Veja, abaixo, o que eles pensam sobre o assunto:
Rodrigo Amarante: - Não me sinto, nem acho que alguém aqui se sinta porta-voz de geração. Bruno Medina: - É por isso que a gente não fala de política.
Marcelo Camelo: - Eu não quero esse papel de formador de opinião pra mim. A gente já se embanana pra falar de nossas músicas... Nosso envolvimento com política é o do cidadão médio. O fato de falar sobre isso numa entrevista nos coloca numa posição maior. Preferia ser entrevistado pelo Ibope para falar sobre política, para ser mais um na estatística.
Rodrigo Amarante: - Emocionar alguém tem uma força política incrível. Isso é capaz de transformar mais o ambiente do que simplesmente falar palavras de ordem, que podem ser vazias. Pode parecer que estou falando de política ao dizer 'abaixo a corrupção'. Mas isso talvez tenha menos força política do que uma pessoa se emocionando simplesmente.
Marcelo Camelo: - Por isso uma força me leva a cantar...
Rodrigo Amarante: - Para mim, tudo que tem sido dito (pelos artistas, a respeito da crise política) transparece mais uma intenção de como o artista gostaria de parecer do que vontade de modificar algo. Como tem muita gente querendo ouvir o que a gente diz, isso traduz uma responsabilidade. E dá vontade de dizer.
Marcelo Camelo: - Eu votei no PT, como a imensa maioria da classe artística, acreditando no PT ideológico, naquele PT que a gente vê na simplicidade e na sinceridade do olhar de caras como o Suplicy e o Chico Alencar. E de pessoas sérias do PT. E no próprio Lula, na ingenuidade dele, no fato de ele ligar pra família do cara que foi morto pela polícia em Londres. Esse tipo de pensamento de um político é que cativa as pessoas mais sensíveis, o cidadão médio, as pessoas que não têm relação com o poder tão intrínseca e foram atraídos por este aspecto do PT. Foi atrás deste sentimento que a gente vota no PT. Por isso, a decepção.
Rodrigo Amarante: - Eu me sinto otimista, mesmo em relação a esta crise. Essa condição de desilusão, que muita gente vem falando e é legítima, tem um lado saudável. Quando você se desilude, você saiu da condição de ilusão. E essa ilusão vinha, talvez, de dentro do PT, que se sentia um partido limpo, totalmente superior aos outros. A ponto de os eleitores imaginarem que o partido, sendo o maior do Brasil em número de filiados, seria um partido totalmente limpo. Mas, na verdade, não. E isso tem um lado positivo, de o PT fazer sua autocrítica e colocar o pé no chão. Essa ilusão é um estado que dá margem a fechar os olhos para os problemas, dentro do PT e, fora, de os eleitores não quererem admitir e enxergar que haveria coisas erradas. Fora isso, existe um outra dimensão que é em relação ao governo e ao funcionamento do sistema político do Brasil. A gente conversa em época de eleição e fala 'cara, é patético o funcionamento do processo eleitoral'. O que determina a qualidade da propaganda eleitoral, a abordagem, é o volume de dinheiro ou a exposição. Todo o processo democrático vai ter que ser repensado a partir desta crise. Como funciona, como as pessoas se elegem e qual o papel do dinheiro na eleição. E aí, vêm as conseqüências: de onde vem o dinheiro, quem se interessa em contribuir, qual a contrapartida para esta contribuição. E acho que tudo isso é positivo para a democracia no Brasil. E é por isso que me sinto otimista. Apesar de também ser eleitor do PT há anos e continuar a ser. Eu tenho esperança.
Bruno Medina: - Eu não me sinto à vontade para falar sobre isso. Fico constrangido. O espaço que você me abre coloca minha opinião num patamar e, apesar de ler sobre isso e ter uma opinião formada, não tenho vontade de me manifestar.
cara.. los hermanos estao lançando disco essa semana... entao da-lhe saco pra me aguentar falando disso direto... na verdade, desde terça feira acompanho a movimentação ao redor disso... no orkut, acho q na terça, apareceu alguem dizendo que havia conseguido a cópia do disco mas nao poderia divulga-la... nem precisa dizer que foi o caos na comunidade... hehehehe... todos encheram o saco, mas uma hora iria vazar... na quarta feira deu no que deu... alguem colocou o cd disponível pra baixar num site... varias pessoas (menos eu) conseguiram baixar e surgiram os comentários... eu estava na pilha, mas teria que deixar ´pr a baixar num fds... apesar de ter pedido pra patricia baixar o disco pra mim no emule, nao consegui falar com ela..suxx... enfim... bom. na quarta feira tbm, alguem fez uma conta no gmail com o disco pra baixar, e deu o login e a senha... mas nao durou muito tempo.. algum idiota, simplesmente apagou o disco... que inferno... sux... bom.. to ouvindo led zeppelin e com certeza isso me animou a escrever, juntando a isso, ler interminaveis entrevistas do los hermanos... kkkkkkkkk... as vezes falando a mesma coisa.. mas eu gosto ne... hehehehehehehe... entao.. é isso... viva los hermanos....
P.S EU COLOQUEI ESSE TEXTO DO LOS HERMANOS, PQ SEMPRE VEMOS A PARTE POÉTICA DELES, EM ENTREVISTA, EM QUALQUER LUGAR... E NESSA ENTREVISTA ELES FALAM DE POLÍTICA... UMAS COISAS BEM INTERESSANTES TBM... VOU QUERER LEMBRAR DISSO QUANDO EU TIVER UNS80 ANOS E RELER ESSE BLOG FALANDO DA MINHA VIDA... KKKKKKKKKKK, AFINAL, POR ISSO Q ESCREVO...


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